Filme Extraordinário

 

      Ontem, dia 3 de Dezembro de 2017 enquanto olhava os filmes em cartaz no shopping Contagem me deparei com a pré-estreia do filme Extraordinário. Eram 18:20 e o filme começaria as 18:50. Liguei o carro, sai correndo, passei por uma enchente, cortei caminho e lá estava eu, dentro do shopping procurando um lugar para estacionar. Eram 18:51 quando entrei para a sala. O filme estreia dia 7, próxima quinta-feira, mas eu já não me aguentava de ansiedade. Se fui sozinho? A maioria dos filmes que assisto é sozinho. Fico mais confortável.

    A sala estava cheia para um domingo chuvoso. Não tinham muitas crianças, mas o filme é para a família todo, não apenas para os pequenos. Sentei em uma fileira sozinho. Escolhi de propósito. Não sou muito sociável. Lá fui eu, sem nem ao menos comprar pipoca com medo de perder um pedaço do filme. Então a sala se apaga, a tela acende e você é levado a conhecer um universo paralelo que, sabe que existe, sabe que está ali o tempo todo e – raramente - se dá conta disso.

       Auggie Pullman nasceu com vários problemas e ao longo de sua vida faz diversas cirurgias. Ele quer ser astronauta, e quem nunca quis né? Ele nunca saiu de casa, a mãe sempre foi sua professora. Mas chegou a hora de ir para a escola de verdade, com outros alunos. E aí o filme começa de verdade. Pullman sempre usa um capacete, talvez para se imaginar longe da realidade, mas na escola ele precisará retirá-lo. Ele vira a atração da escola, no mau sentido. Faz um amigo (vivido pelo ator infantil Noah Jupe), que pisa na bola e faz um comentário do tipo “se eu tivesse o rosto dele, me mataria”.

      O longa trás inúmeras reflexões sobre diferença, aceitação, espaço, amizade, e o principal – Bullying. Mas ele sabe se defender. Até entra em uma briga, rs. E uma das passagens a frase que mais me marcou foi “se você não gosta de onde está, imagine onde gostaria de estar.” E ele se imagina, onde..? No espaço, feliz e flutuando. Comemorando.

O filme é engraçado, é triste, é tenso, é dramático, é revoltando... E ao fim, suas lágrimas estão lá, te lembrando o quanto humano você é. Ainda que se faça de forte, ainda que se faça de desentendido. Ainda que queira fugir para outros cantos. A trama nos mostra que encarar a realidade é mais fácil do que achamos. Vai doer, vai ser terrível, mas no fim... Todos ganharemos uma medalhe por ser diferente. Sobre ser diferente, o personagem solta uma frase fantástica bem no início; “você não pode ser igual a todo mundo se deseja se destacar.” A frase fala por si e dispensa argumentações.

     Sobre o restante do elenco, fantástico. Julia Roberts, a mãe, abandona tudo (inclusive esquece da outra filha) para cuidar do filho. Owen Wilson, o pai, como sempre, muito engraçado e nos faz chorar. Faz o pai que apóia, que incentiva, que promove. Daveed Diggs, o professor que se faz presente e encoraja. Danielle Rose Russell, a irmã esquecida que conta a sua história e fortalece o irmão. Por fim, Jacob Tremblay o menino do filme O Quarto de Jack - o ator infantil é bom, garanto.

      Meu conselho - e pedido, é que ASSISTAM. Aé, e não esqueçam o lencinho. 

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